segunda-feira, 10 de maio de 2010

Quais frutos?

Ei, pense bem, quais frutos deseja colher?
Fico aqui refletindo sobre o tempo que perdemos em arquitetar trajetos para a vida do outro, enquanto que a nossa caminhada vai ficando parada, totalmente estagnada, esperando que retomemos o bom senso e coloquemos o foco novamente em nossas vidas.
Sabemos bem qual o momento que o outro passa, reparamos no novo carro do vizinho, no jeito de andar do transeunte que cruza a rua. Observamos o bem que se deixa de fazer, criticamos, de maneira feroz, a visão que o colega possui sobre o mundo.
E nós? E sobre nós? O que temos sentido? O que temos feito? O que, de fato, temos plantado durante o passeio da existência?
É nítido o quanto ainda utilizamos nossa lente de aumento do orgulho para justificar os nossos tropeços.
Mas que coisa! Perdemos o tempo, que é precioso, daí não conseguimos, verdadeiramente, saborear os frutos de nossa escalada vivencial.
A gente se aborrece e entristece quem caminha ao nosso lado.
A gente mergulha nos problemas de tal modo que nos esquecemos de que ainda existe vida fora daquele lago de amargura.
A gente se esquece de que lágrimas caem e secam rapidamente, enquanto o riso pode ser eternizado, plantado em nossos corações de tal jeito que ele pode ser repetido, sempre e sempre!
A gente cria fantasmas que não são reais, se desespera frente a obstáculos que não são intransponíveis.
A gente se distancia do que deseja realmente.

Do bem, da paz, do amor, da luz quando o desejo aparece.

Estejamos desejosos sempre! De tudo que nos acrescenta o positivo, de tudo que nos alimenta a alma e nos faz sorrir!

Então, me respondam, quais frutos serão colhidos?


Estrelas de luz em forma de abraços carinhosos, beijos prô cêis tudo!

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